Um espaço de formação de olhar

Uma comunidade qualificada

Um ambiente de curadoria

Um território de construção de linguagem visual

O Espaço PORTO se configura como um lugar onde ver não é suficiente: é preciso ler, pensar e compreender a imagem fotográfica em suas intenções, contextos e interlocutores.

Buscamos provocar seu olhar a partir de uma formação crítica consistente. Somos um território ativo onde prática e reflexão crítica caminham juntas e onde a imagem é entendida como processo, investigação e linguagem.

Nossa programação está estruturada a partir de critérios conceituais, reunindo cursos, exposições, rodas de conversa, palestras, workshops e lançamentos. Cada atividade é pensada como parte de um conjunto articulado de experiências que promovem o aprofundamento das práticas visuais e o desenvolvimento de repertório no campo da fotografia.

Com direção artística de Marly Porto, atuamos como mediadores ao colocar nossos visitantes em contato direto com outros agentes do circuito como curadores, artistas, editores, instituições e iniciativas independentes. Operamos, assim, como um hub facilitador de projetos artísticos e fotográficos, fomentando encontros que frequentemente se desdobram em colaborações, exposições, publicações e novas oportunidades de circulação.

Criamos condições e construímos pontes para a visibilidade pública de projetos, atuando diretamente na mediação entre produção e recepção. Contribuímos para a inserção de obras e autores no circuito artístico, dentro de uma comunidade qualificada, formada por agentes comprometidos com o desenvolvimento consistente de suas pesquisas e trajetórias.

Somos um território de construção de linguagem visual, onde a formação do olhar se desdobra em prática, pensamento e realização. Propomos um exercício contínuo de leitura, interpretação e construção de imagens com intenção, ao mesmo tempo em que ativamos redes e ampliamos as possibilidades concretas de inserção e circulação da produção fotográfica contemporânea.

PORTO RETRATO 

Encontros para pensar a fotografia a partir de quem a produz  

Há uma diferença entre ver o trabalho de um fotógrafo e ouvir o fotógrafo falar sobre o próprio trabalho. A fotografia chega até nós pela imagem. O pensamento que a sustenta aparece na conversa, na troca, na memória, nas escolhas que permanecem invisíveis na superfície da fotografia. 

Foi desse desejo de aproximar a produção de suas histórias que nasceu o PORTO RETRATO. O nome faz referência ao porta-retrato, objeto que preserva lembranças e atribui valor às imagens que escolhemos manter por perto e exibir. No Espaço PORTO, essa ideia ganha outro sentido: o retrato deixa de ocupar um lugar fixo para tornar-se um encontro. 

Entre agosto e outubro, o PORTO RETRATO reunirá fotógrafos de diferentes gerações e trajetórias para compartilhar processos de criação, percursos profissionais, referências e inquietações. Não temos a intenção de apresentar obras acabadas, mas sim, buscamos abrir espaço para conversas sobre aquilo que antecede e acompanha o processo criativo, como o tempo da pesquisa, as escolhas, as leituras, os acasos e as perguntas que permanecem depois que a imagem está pronta. 

Cada encontro será dedicado à apresentação de um trabalho e à conversa sobre as questões que orientam a prática de cada autor. 

A programação será aberta no dia 20 de agosto, com Marly Porto, trazendo uma discussão que abrange os primórdios da fotografia, intitulada “Os primeiros usos da fotografia: dos salões acadêmicos à fotografia artística”. O encontro propõe uma reflexão sobre as diferentes narrativas que cercam a origem da fotografia, considerando experiências realizadas em distintos contextos históricos e os debates que, ainda hoje, renovam a pesquisa sobre os processos que deram origem ao meio fotográfico. 

As quintas-feiras, de 20 de agosto à 22 de outubro 

19h às 21h, no espaço PORTO. 

Rua Harmonia, 925 – Vila Madalena, próximo ao metrô.

PROGRAMAÇÃO

MARLY PORTO

20 DE AGOSTO

EMILIANO DANTAS

27 DE AGOSTO

P.O. ALMEIDA

07 DE SETEMBRO

RODRIGO KORAICHO

10 DE SETEMBRO

CAIO ROSA 

17 DE SETEMBRO

PAULO HENRIQUE 

24 DE SETEMBRO

DAN AGOSTINI

01 DE OUTUBRO

ISABELLA FINHOLDT

08 DE OUTUBRO

LETÍCIA VALENTE

15 DE OUTUBRO

Rua Harmonia, 925

Vila Madalena – próximo da estação do metrô

São Paulo – SP

Visitas mediante agendamento de horário.

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REALIZAÇÃO:

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PORTO RETRATO

Marly Porto

Sócia diretora da Porto de Cultura, atua no campo do estudo e pesquisa sobre fotografia brasileira, seus processos, práticas e teorias, há 20 anos. Curadora adjunta da coleção de fotografias brasileiras da Bibliotèque nationale de France, é também a responsável pela criação do Festival Photothings. 

Bacharel em “Arte: História, crítica e curadoria” (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Mestre em “Estética e História da Arte” (Universidade de São Paulo), é autora do livro Eduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista (2018). 

É diretora artística do Espaço PORTO, dedicado à reflexão crítica sobre a fotografia brasileira, onde são organizados exposições e cursos sobre fotografia. 

Professora convidada dos cursos de pós-graduação do Senac (Fotografia e Arte), da Faculdade Belas Artes (Fotografia) além de ministrar cursos de curta duração no Centro de Formação e Pesquisa (CFP) do SESC/ SP. Com amplo conhecimento sobre as leis de incentivo à cultura Marly Porto é contratada fixa pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba e pelo Instituto Brasil Solidário para supervisionar a realização desses projetos junto ao Ministério da Cultura, incluindo a sua prestação de contas. 

Como palestrante participou de conferências como In black and white: photography, race and the modern impulse in brazil at midcentury apresentada pelo Museum of Modern Art (New York, 2017) entre outras, ministradas no Fotoklub Zagreb (Croácia) e no Centro de la Imagen (México) entre outros. Assina a coordenação de inúmeros livros, exposições e seminários sobre fotografia. 

PORTO RETRATO

Emiliano Dantas

Emiliano Dantas (SP, 1978) é antropólogo, pesquisador e fotógrafo. Sua produção investiga a fotografia como linguagem, prática de conhecimento e instrumento de formação da consciência crítica, articulando imagem, educação, memória e transformação social.  

 Sua pesquisa busca compreender de que maneira as imagens produzem sentidos, constroem narrativas e ampliam as possibilidades de leitura do mundo. A partir de uma perspectiva antropológica, desenvolve projetos que relacionam fotografia, experiência e práxis, entendendo a visualidade como uma forma de conhecimento capaz de promover diálogo e reflexão.  

 Ao longo de sua trajetória, realizou pesquisas e percorreu diferentes territórios e países, construindo seu trabalho a partir da escuta e do encontro com pessoas e comunidades. Essas experiências alimentam uma produção que compreende a fotografia não apenas como registro, mas como um dispositivo de investigação, aprendizagem e transformação das relações entre sujeitos, memória e sociedade.  

PORTO RETRATO

Paulo Octavio Pereira de Almeida

Paulo Octavio Pereira de Almeida, também conhecido como P.O. e executivo da área de marketing, sempre teve a oportunidade de viajar para diversas cidades em todo o mundo. Seja em viagens a trabalho onde sempre encontrou algumas horas vagas para “flanar” pelas cidades que visitou, seja nas suas férias com a família, a câmera fotográfica sempre está ao seu lado. 
As imagens majoritariamente em Preto & Branco retratam mais de 30 cidades em todos os continentes, e possuem uma forte influência dos estilos e imagens de grandes fotógrafos que influenciaram e continuam influenciando até hoje o estilo visual do P.O. Nomes como Lee Friedlander,Andre Kértez, Manuel Alvares Bravo,Henri Cartier Bresson, Carlos Moreira e Cristiano Mascaro são as suas principais referências. 

PORTO RETRATO

Rodrigo Koraicho

Rodrigo Koraicho é fotógrafo e artista visual. Graduado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, possui mestrado em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo (USP). Iniciou sua trajetória na fotografia em 2004, desenvolvendo ensaios autorais e atuando em diversas áreas da imagem. 

Sua produção transita entre fotografia, instalação, audiovisual, poesia, som e objetos — explorando as fronteiras entre narrativa visual, autoria e o caráter documental. Seus projetos abordam aspectos da sociedade contemporânea e das relações humanas, com foco na memória, nos afetos e nas tensões do cotidiano. 

Seu trabalho integra coleções privadas e institucionais, e já foi apresentado em exposições individuais e coletivas em instituições como o History Miami Museum, Leica Gallery (Polônia), Ephemere Gallery (Tóquio), Museu Afro Brasil, Museu da Fotografia de Fortaleza, Unibes Cultural e Galeria DOC, entre outras. 

Foi premiado no Brasil e no exterior por concursos como Leica Photo Contest, Prix de la Photographie (Paris), Miami Street Photography Festival, Lensculture Portrait Awards, IMA-Next (Japão), The Royal Photographic Society (shortlist) e Head On Photo Festival (Austrália).. Em 2025, foi vencedor do Lenzburg Photo Festival. 

PORTO RETRATO

CAIO ROSA

CAIO ROSA (1992, Rio de Janeiro, Brasil) é artista visual, fotógrafo e pesquisador radicado em São Paulo. Sua prática explora as relações entre fotografia, som, escultura e materiais de arquivo para investigar a memória, a transmissão cultural e as histórias por trás das imagens. 

O trabalho de Rosa dialoga com as tradições culturais afro-brasileiras, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por meio de processos fotográficos experimentais, instrumentos musicais, esculturas e instalações sonoras, ele examina como o ritmo, a água e a transformação material podem atuar como portadores da memória histórica. 

Seu trabalho foi apresentado nacional e internacionalmente em instituições e exposições como Pinacoteca de São Paulo, Museu de Vassouras, Festival Rencontres d’Arles, Saatchi Gallery, Fotografiska Stockholm e Academia de Belas Artes de Viena. Em 2026, foi selecionado para a 15ª edição das Rencontres de Bamako – Biennale Africaine de la Photographie, no Mali. Rosa foi agraciado com o Prix Photo Aliança Francesa em 2024 e foi artista residente na Cité Internationale des Arts, em Paris.

 

PORTO RETRATO

Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa (Paulo H. Costa) é fotógrafo autodidata, pesquisador e comunicador socioambiental, nascido e criado em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, Acre. Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Acre (UFAC), desenvolve desde 2024 uma produção fotográfica autoral voltada às relações entre território, memória, identidade, ancestralidade e crise climática na Amazônia. Seu trabalho parte de uma perspectiva amazônida e busca documentar as transformações socioambientais e as histórias de resistência dos povos da floresta. 

Sua produção já foi reconhecida em importantes premiações, entre elas o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia – 17ª edição, o Prêmio Fotolivro Artesanal do 4º Festival PhotoThings e o Concurso Fotográfico Direitos Humanos: Transformação Social 2025, do Fundo Brasil. Em 2026, foi vencedor da categoria Energia e Clima do Prêmio Pensadores de Futuros e também recebeu reconhecimento no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira, na categoria Fotografia/Fotojornalismo. 

É autor dos fotolivros “Vidas Amazônidas: retratos de um Acre que resiste”, que integra o acervo da Bibliotèque nationale de France, e “Raízes do Juruá: retratos da Amazônia acreana”, lançado em 2025 no Acre e em São Paulo. Seus livros e projetos refletem seu compromisso com a valorização das narrativas amazônicas e com a fotografia como ferramenta de memória, resistência e transformação social. Sua obra já integrou exposições e mostras no Brasil e no exterior. 

PORTO RETRATO

Dan Agostini

Dan Agostini (SP, 1985)é um fotógrafo documentarista brasileiro, não binário transmasculino. É formado em Fotografia, com pós-graduação em Arte Contemporânea pelo Senac São Paulo e em Fotojornalismo pela Seven Foundation. Seu trabalho investiga as relações entre gênero, identidade e direitos humanos. Já colaborou com The Washington Post, Insider, Neue Zürcher Zeitung e Noor Images, em projeto para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Seus projetos receberam apoio da NationalGeographic, Funarte, Lucie Foundation e VIST Projects. Participou de exposições no Brasil e no exterior, incluindo México, Estados Unidos e Japão. Recebeu o Yunghi Grant, o Prêmio Marc Ferrez, o POY Latam e o 50/50 Global Health, além de duas indicações ao World Press Photo Joop Swart Masterclass. Seu projeto “Palomas” foi selecionado pelo Festival Photothings para publicação em fotolivro, e a série integra o acervo do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo.  

PORTO RETRATO

Isabella Finholdt

Isabella Finholdt (SP, 1993) é fotógrafa e fotojornalista freelancer. Bacharela e mestre em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo, desenvolve, desde 2018, projetos documentais voltados às relações entre território, juventude, direitos humanos e comunidade.  

É aluna da VII Academy e colabora com veículos nacionais e internacionais, produzindo trabalhos relacionados a direitos humanos, cotidiano, política, cultura e questões socioambientais. Em 2023, recebeu uma bolsa do CCP – IFA (Alemanha), onde realizou uma residência de três meses na agência Zeitenspiegel, em Stuttgart, além de colaborar com jornalistas e veículos de comunicação locais.  

Paralelamente à sua produção autoral, atua como fotógrafa freelancer de eventos e retratos e foi responsável pelo registro de parte do acervo do Museu Afro Brasil entre 2022 e 2023. Em 2024, recebeu, juntamente com a jornalista Miri Watson, o prêmio para jovens talentos da DSW – Deutsche Stiftung Weltbevölkerung, pela reportagem sobre mutilação genital feminina na Gâmbia.  

PORTO RETRATO

Letícia Valente

Letícia Adelia Valente de Almeida, cujo nome artístico é Letícia Valente, é fotógrafa, artista visual e psicóloga, alterna residência entre as cidades de São Paulo/SP e Belém-PA. Nascida em Belém do Pará em 21/09/1979, trabalhou em diversas áreas da fotografia até se encontrar na fotografia documental e de rua e, mais recentemente, na fotografia artística experimental, pois nesses campos de atuação pode se expressar e contar histórias que estão ligadas aos seus valores e sua forma de ver e estar neste mundo. Participou de exposições coletivas com as temáticas religiosidade, universo feminino e cultura amazônica. Em 2025 teve seu primeiro ensaio publicado em uma revista de circulação nacional sobre o sertão nordestino. 

Sua produção investiga temas ligados à cultura, memória, corpo e subjetividade feminina, explorando a fotografia como território de reconstrução simbólica e emocional. Atualmente desenvolve projetos de fotografia documental e de rua e no campo da fotografia artística experimental como forma de narrar processos de transformação e cura.

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