Festival Photothings (2021)

Com mais de 200 inscritos provenientes de diversas regiões do Brasil, o Festival Photothings mostrou que há uma vibração forte de gente nova querendo se expressar por meio da fotografia. Com a proposta de estimular a produção fotográfica nacional, o Photothings é destinado a artistas sem representação comercial, que tenham a fotografia como suporte para o seu trabalho. Embora a temática para participação fosse livre, o confinamento causado pela pandemia, o racismo e a desigualdade social foram os temas mais abordados, na edição de 2021.

Para Valdir Zwetsch, jornalista desde 1968, amante da fotografia desde adolescente e um dos jurados do Festival, a potência do Photothings está justamente na pluralidade dos participantes. “Sinto que há uma vibração forte de gente nova querendo se expressar, com alguns aspectos importantes a destacar: a pandemia que obriga ao isolamento sem prazo para terminar; o desgoverno que parece insensível às centenas de milhares de mortes; as feridas vivas da desigualdade, da fome, do racismo e da injustiça social. A câmera e/ou o celular são usados como arma para reivindicar de forma crua e incisiva um espaço de voz, denúncia e enfrentamento. Se o grito da periferia expressa essa luta por direitos pronta para explodir, as imagens das “bolhas” mais “bem de vida” registram sentimentos individuais de angústia, solidão, desespero, medo diante da pandemia e da presença bastante próxima da morte”.

O Photothings abrange não só uma curadoria artística. Ele se instala de forma interseccional, encontrando novos públicos, ampliando os seus nichos e perpetuando a narrativa da fotografia como arte através da imagem e como registro da história. 

Os artistas selecionados pelo júri internacional foram contemplados com a exibição de suas imagens em uma exposição virtual em nosso site e na plataforma virtual do Metrô de São Paulo. Além da exposição, o Festival Photothings premiou 10 fotógrafos com a produção de um fotolivro autoral e impressões fotográficas de seu ensaio entregues em uma caixa portfólio.

Para saber mais acesse: www.photothings.com.br

Coleção de fotolivros Photothings

A Coleção Photothings de fotolivros nasceu a partir de um antigo desejo que foi materializado durante o pandêmico ano de 2021. Esta Coleção concretiza um desejo de fazer com que artistas brasileiros tenham a oportunidade de mostrar seu trabalho, encontrando novos públicos e perpetuando a narrativa da fotografia como arte por meio da imagem e como registro da História.

Marly Porto

Responsável pela idealização e organização do Festival Photothings

Coordenação geral: Porto de Cultura
Coordenação editorial: Marly Porto
Projeto editorial: Porto de Cultura e Grão Editora
Capa e projeto gráfico: Maristela Colucci
Tradução: Cello Sawczuk
Revisão de texto: Lúcia Nascimento
Pré-impressão e impressão: IpsisPRO

Este projeto foi realizado através do apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) Expresso Lei Aldir Blanc (LAB) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

Diálogos Photothings

Com a proposta de estimular a produção fotográfica nacional, o Festival Photothings é dedicado aos artistas visuais, sem representação comercial – que têm a fotografia como suporte para o seu trabalho. Neste ano, de 2021, embora a temática para participação fosse livre, o confinamento causado pela pandemia, o racismo e a desigualdade social foram os temas mais abordados.A programação do Festival Photothings trouxe também 8 atividades em forma de bate papo, gratuitas e abertas a qualquer interessado. Os Diálogos Photothings aconteceram entre fotógrafos e profissionais que atuam na área artística como curadores e pesquisadores, para uma conversa sobre estética e práticas ao longo da história da arte e da fotografia. Os Diálogos tiveram como objetivo ampliar a compreensão a respeito de conceitos teóricos e históricos, a partir da obra do fotógrafo.

Photothings

Photothings nasceu em 2015, com o objetivo de estimular a produção fotográfica, uma vez que aparecer no circuito das artes no Brasil é difícil e conta com poucas oportunidades. 

Realizamos as mostras na Unibes Cultural, em São Paulo, sempre com o foco na produção de novos fotógrafos, sem representação comercial em diálogo com o trabalho de fotógrafos renomados da cena contemporânea. A multiplicidade da seleção trouxe uma proposição rica e generosa que abarcou a pluralidade de diferentes propostas estéticas.

Por meio de convocatória para envio de portfólios, os fotógrafos selecionados puderam ocupar estandes e comercializar livremente seus trabalhos. Eram aceitos diversos formatos e suportes, sempre guardando relação com a fotografia, como poster, serigrafia, lambe-lambe, moda, decoração, projeção, livro, ilustração etc. 

Complementando a atividade, realizamos diversos bate-papos que tinham por objetivo a livre troca de ideias e saberes em encontros pontuais e abertos, orientados por profissionais renomados dentro de suas respectivas áreas. A cada palestra um fotógrafo ou coletivo de fotógrafos era convidado para contar sua história. Ao lado dele, além da mediação realizada pela idealizadora do projeto, Marly Porto, havia sempre um pesquisador ou crítico de arte que interagia com o artista.

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